sábado, 22 de novembro de 2014

Morre poeta e personagem cearense Seu Lunga

Joaquim dos Santos Rodrigues, conhecido como "Seu Lunga", morreu às 9h30 da manhã deste sábado, 22, na cidade de Barbalha, no Interior do Ceará. Seu Lunga foi internado na última quarta-feira, 19, por complicações no sistema digestivo. O quadro piorou na sexta-feira, levando ao falecimento do poeta. 

Seu Lunga tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, onde tratava de um câncer de esôfago. 

De acordo com Demontier Tenório, primo em segundo grau do sucateiro, há cerca de seis meses ele foi submetido a uma cirurgia no esôfago, mas se recuperava bem.  A missa de corpo presente deverá acontecer às 15h deste sábado, na Capela do Socorro, no Juazeiro do Norte. O sepultamento deve acontecer no Cemitério do Socorro. 

Seu Lunga era um poeta, vendedor de sucata e repentista do Juazeiro do Norte, que ganhou notoriedade pelo seu temperamento forte, tornando-se um personagem do folclore nordestino. Seu apelido veio de uma vizinha que lhe chamava de Calunga, devido a sua loja. Com os passar dos anos ficou apenas Lunga. 

Ufersa abre 580 vagas para reingresso no 1º semestre de 2015

Ex-estudantes de graduação que queiram retomar as atividades acadêmicas poderão ingressar em um dos cursos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. A Ufersa, por meio da Comissão Permanente de Processo Seletivo, abriu edital de seleção com a oferta de 589 vagas, distribuídas nos campus de Mossoró, com 387 vagas; Angicos, 80; Caraúbas, 69 e, o campus de Pau dos Ferros, com 44 vagas. O ingresso é para o primeiro semestre letivo de 2015.  

As vagas disponibilizadas para o reingresso são oriundas de abandonos e do cancelamento espontâneo dos cursos de graduação. Na Ufersa Mossoró são ofertas vagas nos cursos de: Administração (30), Agronomia (47), Biotecnologia (05), Ciências Contábeis (20), Ciência da Computação (15), Ciência e Tecnologia – Diurno (92), Ciência e Tecnologia – Noturno (67), Direito (12), Ecologia (18), Engenharia Agrícola e Ambiental (08), Engenharia de Energia (02), Engenharia de Pesca (16), Engenharia de Produção (04), Engenharia Florestal (10), Licenciatura em Computação – EAD (04), Licenciatura em Educação no Campo (14), Licenciatura em Matemática – EAD (04), Medicina Veterinária (13) e Zootecnia (09).  

Já no Campus Angicos as vagas disponibilizadas são para os cursos de: Ciência e Tecnologia – Diurno (39), Ciência e Tecnologia – Noturno (26), Engenharia Civil (03), Licenciatura em Computação e Informática (06) e Sistemas de Informação (12). Na Ufersa Caraúbas: Ciência e Tecnologia – Diurno (33), Ciência e Tecnologia – Noturno (34), Engenharia Mecânica (01) e Licenciatura em Letras – Inglês (01). E no Campus Pau dos Ferros: Ciência e Tecnologia – Diurno (29) e Ciência e Tecnologia – Noturno (15).  

As inscrições são gratuitas sendo feitas por via eletrônica até o dia 26 de novembro. O Reingresso será concedido apenas ao discente da Ufersa que perdeu sua vaga há, no máximo, três anos, nesse caso, o reingresso será, obrigatoriamente, no curso de origem. No ato da inscrição o candidato deverá apresentar requerimento devidamente preenchido, histórico escolar da graduação, onde constem a carga horária cursada, o índice de rendimento acadêmico, IRA, e a data de abandono do curso. O processo seletivo cumprirá uma única etapa compreendendo a análise da documentação a ser feita no período de 27 a 28 de novembro.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Obama anuncia plano de imigração que protege 5 milhões da deportação

O presidente americano, Barack Obama, apresentou em discurso na Casa Branca seu aguardado plano de reforma migratória, afirmando que o conjunto de medidas que assinou para regularizar a situação de cerca de cinco milhões de imigrantes em situação ilegal tornará o sistema 'mais justo e equilibrado'. A ação, tomada por decreto e sem consulta ao Congresso, gerou reações de líderes do Partido Republicano, que terá maioria no Legislativo a partir do próximo ano. A oposição considera a proposta ilegal. 

Com o novo programa, cerca de quatro milhões de imigrantes sem documentos poderão solicitar, a partir da primavera no hemisfério norte, uma permissão de trabalho de três anos, e uma proteção contra a deportação. 

As condições para pedir a permissão são: 
- estar presente em território americano há pelo menos cinco anos - ter um filho com cidadania americana ou residência permanente ('green card'), nascido antes de 20 de novembro de 2014, sem importar a idade. - para os jovens: estar presentes em território americano desde 1º de janeiro de 2010 (ao invés de 15 de junho de 2007), ter chegado aos Estados Unidos antes dos 16 anos, ter completado ao menos o ensino médio e não apresentar antecedentes criminais. 

Lembrando que os Estados Unidos "sempre serão uma nação de imigrantes", Obama destacou que a alternativa de reunir e deportar milhões de pessoas não é realista e que, por isso, decidiu assinar um pacote de medidas que permitirá às pessoas em situação ilegal "sair das sombras e ficar em dia com a lei". 

"Meus companheiros americanos, nós somos e sempre seremos uma nação de imigrantes. Nós também já fomos forasteiros", lembrou Obama, em alusão aos pioneiros que construíram o país, em seu discurso de 15 minutos. "O que faz de nós americanos é nosso compromisso compartilhado com um ideal: o de que todos nós somos criados como iguais e que todos nós temos a chance de fazer o que quisermos com as nossas vidas", prosseguiu. 

Obama reforçou, no entanto, que o programa não é "um passe livre para a cidadania americana" sem que se dê os passos apropriados. 

O governo estima que o programa, além de ampliar a elegibilidade de jovens imigrantes a tirar os documentos segundo um programa diferente, ajudará quase a metade dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais do país. 

Cerca de 11 milhões de imigrantes em situação ilegal vivem nos Estados Unidos, menos que em 2007, quando somavam 12,2 milhões, segundo o Pew Research Center. Ao menos 60% deles vivem em seis estados: Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas. Quase a metade do total dos imigrantes ilegais é de origem mexicana e a metade vive nos Estados Unidos há mais de 13 anos. 

Os adversários republicanos do presidente argumentam que ele está se excedendo em sua autoridade e estendendo a oferta sem a aprovação da lei no Congresso, e que o plano representa uma anistia para os imigrantes que descumpriram a lei. "Bem, não é isto", argumentou Obama. 

"Anistia é o sistema migratório que temos hoje: milhões de pessoas que vivem aqui sem pagar seus impostos ou seguindo as regras, enquanto os políticos usam a questão para assustar as pessoas e arrebatar votos em época de eleição", afirmou. "Eu tomarei as medidas para administrar responsavelmente a situação dos milhões de imigrantes em situação ilegal que vivem no nosso país", disse Obama. 

As novas medidas - prosseguiu - "não se aplicam às pessoas que entraram no país recentemente" nem às que vierem no futuro, tampouco garante a cidadania americana. 

"Tudo o que estou dizendo é que não vamos deportá-lo", acrescentou, dirigindo-se aos imigrantes. 

Obama chegou a comparar as próprias filhas com os jovens em situação ilegal que buscam construir seu caminho estudando. "Tenho acompanhado a coragem de estudantes que, salvo pelas circunstâncias de seu nascimento, são tão americanos quanto Malia e Sasha; estudantes que se ergueram como ilegais para fazer a diferença no país que amam", declarou. 

Pouco antes do discurso, a Casa Branca informou que o pacote de medidas de Obama beneficiaria cinco milhões de imigrantes ilegais. 

Reação O anúncio de Obama é uma bomba política em Washington, e seus adversários republicanos, que dominarão o Congresso a partir de janeiro, prometeram contra-atacar. 

Muitos deles questionam a legalidade das medidas. "Não é assim que funciona a nossa democracia", disse o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner. "O presidente já disse que não é um rei, nem um imperador, mas se comporta como tal", acrescentou. 

O senador republicano Lindsey Graham, por sua vez, antecipou: "Tentarei bloquear todas estas medidas. Vamos questioná-las na Justiça." 

Enquanto isso, o ultraconservador senador republicano Ron Paul pediu que a Câmara alta adote uma resolução repudiando o projeto presidencial como ilegal, o que abriria as portas a um questionamento judicial das medidas. 

Promessa de campanha A adoção de uma reforma completa de todo o sistema migratório foi uma promessa central na campanha de Obama à reeleição, em 2012. 

Na ocasião, a proposta motivou uma mobilização poucas vezes vista na comunidade latina nos Estados Unidos, que foi fundamental para Obama conquistar o segundo mandato. 

Mas a via legislativa não deu nenhum resultado. 
Já em 1986, durante o governo de Ronald Reagan, todas as tentativas de reforma do sistema de imigração fracassaram. No começo deste ano, o presidente tinha anunciado sua determinação de usar suas prerrogativas como chefe do Executivo para assinar decretos, caso a Câmara de Representantes não discutisse e votasse uma lei a respeito. 

Em um primeiro momento, adiou a decisão para o fim do verão no hemisfério norte e, depois, resolveu deixar a assinatura para depois das eleições legislativas, celebradas em 4 de novembro. 

Com a vitória sólida do Partido Republicano, Obama se convenceu de que o Congresso não agiria, e determinou a preparação dos decretos, provocando a ira dos republicanos. 

"Todo mundo está de acordo em que nosso sistema migratório fracassou, infelizmente Washington permitiu que o problema se prolongasse durante tempo demais", disse, em discurso publicado pela Casa Branca em sua página na rede social Facebook. 

O presidente garante que agirá apenas para responder às insuficiências de um "sistema que não funciona mais". 

Várias das principais emissoras americanas de TV (ABC, NBC e CBS) entraram em acordo para não transmitir ao vivo o discurso de Obama, realizado à 1h GMT (23h de Brasília). A CNN e a Fox News confirmaram a transmissão. 

A rede de TV em espanhol Univisión iniciou a transmissão da cerimônia dos prêmios Grammy Latinos para a costa leste depois do discurso de Obama. 

Detalhes do plano População em situação ilegal: Cerca de 11 milhões de imigrantes em situação ilegal vivem nos Estados Unidos, menos que em 2007, quando somavam 12,2 milhões, segundo o Pew Research Center. 

Ao menos 60% deles vivem em seis estados: Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas. 

Quase a metade do total dos imigrantes ilegais é de origem mexicana e a metade vive nos Estados Unidos há mais de 13 anos. 

Novo programa: Com o novo programa, cerca de quatro milhões de imigrantes sem documentos poderão solicitar, a partir da primavera no hemisfério norte, uma permissão de trabalho de três anos, e uma proteção contra a deportação. 

Os pretendentes devem: - Estar presentes em território americano há pelo menos cinco anos. 
- Ter um filho com cidadania americana ou residência permanente ('green card'), nascido antes de 20 de novembro de 2014, sem importar a sua idade. 

Via especial para os jovens: Os critérios de um programa criado em julho de 2012, especialmente para os imigrantes que foram levados crianças pelos pais serão ampliados, o que permitirá potencialmente agregar uns 270.000 imigrantes aos 600.000 que já se beneficiaram do mesmo, em 30 de junho passado. 

Os novos critérios são: - Estar presentes em território americano desde 1º de janeiro de 2010 (ao invés de 15 de junho de 2007). 
- É eliminado o teto de 31 anos de idade em 2012 para ingressar ao programa. 
- Os solicitantes devem ter chegado aos Estados Unidos antes dos 16 anos (invariável). 
- As condições de diploma (ensino médio) e antecedentes criminais (não ter sido condenado) são mantidas. 

Expulsões: As autoridades federais concentrarão seus recursos em expulsar os imigrantes em situação irregular considerados perigosos, detidos na fronteira ou que chegaram a partir de 1º de janeiro de 2014, inclusive menores de idade. 

Também serão destinados recursos para reforçar a fronteira com o México e o sistema judicial para acelerar o processo dos casos de deportação. 

Imigração legal: O governo se prepara também para aumentar a entrega de vistos a trabalhadores muito qualificados e estudantes cientistas, o que poderá abranger 500.000 pessoas. 

Em particular, os estrangeiros formados em universidades americanas em carreiras com demanda (ciência, engenharia, matemática) poderão trabalhar por mais tempo nos Estados Unidos após obter seus títulos sem ter que passar por trâmites de visto, devido à ampliação do programa 'Optional Practice Training' (Treinamento Prático Opcional).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

IPI de carros sobe em janeiro, dizem fabricantes após falar com Mantega

Após conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, declarou, nesta quinta-feira (20), que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os automóveis terá aumento em janeiro de 2015. 
 
"A questão do IPI já era para nos um fato consumado. Eu não tenho dúvidas [que em janeiro sobe]. Obviamente que eu toquei no assunto [do IPI com o ministro da Fazenda], mas a posição, como sempre, desde as reuniões anteriores, é de que há uma decisão do governo pela implementação da alíquota cheia do IPI em janeiro. Eu não pedi explicação. Essa é a posição do Ministério da Fazenda. Se vai ser repassado [para os preços], é uma decisão individual de cada empresa", disse Moan a jornalistas. 
 
Montadoras preveem vendas maiores em 2015 
Mesmo com o aumento esperado no IPI de automóveis a partir de janeiro de 2015, o presidente da Anfavea disse que o setor espera vender mais carros no próximo ano e acrescentou que, até o momento, também não estão previstas demissões. Ele não deu estimativa, porém, sobre a alta de vendas esperada para o ano que vem. 
 
"Eu acho que, como sempre, a indústria automobilística tem seus trabalhadores em um nível muito qualificado, o que significa investimento em treinamento muito forte. E a indústria sempre evitou fazer uma redução do pessoal em função desse investimento que foi feito. Vamos lutar o máximo possível para continuar produzindo e, principalmente, vendendo", declarou Moan. 
 
Ajuste nas contas públicas 
A expectativa de aumento do IPI de carros em janeiro do próximo ano acontece em um momento que o governo tem de implementar um ajuste nas contas públicas, que registraram forte deterioração neste ano, para tentar retomar a confiança do empresariado e evitar pressões inflacionárias adicionais. Além do aumento de tributos, o governo também pode cortar benefícios - segundo economistas ouvidos pelo portal de notícias G1. 
 
Alíquotas do IPI 
Em junho deste ano, o governo anunciou que as alíquotas reduzidas do IPI para carros seriam mantidas até o fim do ano. Para os carros populares (com motor 1.0), o IPI, que está em 3%, deverá avançar, se a decisão do Ministério da Fazenda for confirmada, para 7% em janeiro - um aumento de quatro pontos percentuais. 
 
Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI segue em 9% até o fim deste ano, mas deverá subir para 11% (alíquota cheia) a partir de janeiro do ano que vem. Para os veículos com a mesma faixa de motorização, mas movidos apenas a gasolina, a alíquota é de 10% até o fim de 2014, mas deve avançar para 13% em 2015. 
 
Para carros com motor maior do que 2.0 litros, já era válida a alíquota normal (não houve desconto), de 18% para os flex e 25% para os movidos a gasolina. O IPI para os utilitários é mantido em 3%, quando a alíquota normal é de 4% a 8%. 
 
Crédito para veículos retorna 
O presidente da Anfavea, Luiz Moan, avaliou também que o crédito bancário para compra de veículos está retornando. "Já tivemos em setembro uma melhoria de quase 8% no número de veículos financiados. Em outubro, subiu em torno de 10%. Na última sexta-feira, houve aprovação da nova lei de retomada do veículo, que premia o consumidor adimplente. Que possibilita a redução do custo de financiamento, dá segurança jurídica para o sistema financeiro e uma vontade do sistema financeiro de voltar ao mercado financiando veículos", declarou ele. 

TSE começa a julgar nesta terça ação que pede cassação da chapa Dilma-Temer

Os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começam a julgar na manhã desta terça-feira (4), a partir das 9h, a ação que pede ...