O senador, presidente do PSDB e possível candidato do partido à
presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta segunda-feira (30)
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter dito que hoje teria
mais “critério” na escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Aécio disse que a declaração “surpreende” e leva a imaginar como foi
feita a escolha "dos demais assessores".
Em entrevista ao jornal “Correio Braziliense”, Lula disse que faria
opções diferentes. "Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas
e mais listas com nomes", explica.
Dos atuais 11 ministros, Lula foi o responsável pela indicação de quatro ao STF: o presidente Joaquim Barbosa, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
“[A frase de Lula foi ] algo surpreendente para todos nós. É um
pressuposto de todos nós que o presidente da República escolhe, com
absoluto critério, os seus ministros do Supremo, das altas cortes e até
mesmo no poder executivo. Se ele se arrepende da escolha dos ministros
do Supremo Tribunal Federal, não sei avaliar por qual razão, imagine em
relação a outras áreas do governo. Lamentavelmente, mostra que o PT não
foi criterioso como deveria, pelas próprias palavras do presidente Lula,
em suas indicações, a consequência disso são os descréditos, são os
desvios suscetivos pelo Poder Executivo. Se na nomeação dos ministros do
Supremo Tribunal Federal o presidente não foi criterioso, imagina nos
demais assessores", disse Aécio durante encontro Exame Fórum, em São
Paulo.
Questionado se o posicionamento de Lula mudou em consequência do
julgamento do mensalão, em que 25 dos 37 réus foram condenados, Aécio
disse que pode ter sido um “ato falho”, mas que não vai “julgar o
presidente”.
“Me preocupa que ele não foi criterioso com os ministros do Supremo
fico imaginando os critérios que ele utilizou para nomear os diretores
das agências reguladoras, os assessores do palácio, os dirigentes dos
bancos, taí explicada boa parte dos desencontros que o governo do PT vem
tendo ao longo nos últimos anos”, completou.
Promessas
Aécio falou à plateia por cerca de 25 minutos, extrapolando os 15 estipulados pelo mediador do evento, o jornalista Ricardo Boechat. O encontro Exame Fórum acontece no hotel Sheraton WTC, em São Paulo.
Aécio falou à plateia por cerca de 25 minutos, extrapolando os 15 estipulados pelo mediador do evento, o jornalista Ricardo Boechat. O encontro Exame Fórum acontece no hotel Sheraton WTC, em São Paulo.
O senador fez discurso de candidato à Presidência da República,
afirmando que em um eventual governo do PSDB, o país voltará a ter 21
ministérios, número menor do que os atuais 39.
Aécio falou aos presentes, muitos representantes do mercado financeiro,
que entre as principais medidas a ser tomada pelo país está "a melhoria
do ambiente de negócios, com diminuição das burocracias", afirmou.
O
senador elencou outras medidas como investimentos em educação e citou
indicadores obtidos pelas escolas mineiras, onde o tucano foi
governador.
O presidente do PSDB fez críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff
e afirmou que " o governo mais atrapalha o ambiente de negócios do que
ajuda."
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