O principal índice da bolsa paulista fechou em baixa pressionado pela desvalorização das ações da Petrobras
nesta segunda-feira (2), diante da frustração de investidores com a
falta de clareza da companhia sobre nova metodologia de reajuste de
preços de combustíveis.
As ações preferenciais, sem direito a voto, da Petrobras perderam 9,20%
e as ordinárias, que dão direito a voto, desvalorizaram 10,37%. Desde
novembro de 2008, os papéis da estatal não tinham queda tão acentuada,
segundo a Reuters.
Na sexta-feira, a Petrobras anunciou elevação média do preço da gasolina nas refinarias no país em 4% e do diesel em 8%, em um momento em que sofre com um caixa apertado e alto endividamento.
No entanto, a empresa disse que "por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão estritamente internos à companhia".
Investidores esperavam que a divulgação de uma metodologia de reajuste
de preços fosse ajudar a aumentar a previsibilidade sobre a geração de
caixa da companhia, afetada pela defasagem de preços entre o mercado
nacional e o internacional.
Para analistas do Itaú BBA, "ninguém sabe exatamente quais são os
indicadores ou quais são os gatilhos ou períodos para as revisões,
deixando espaço para potenciais manobras nos preços". "Nós nos
questionamos o que realmente mudou", disseram os analistas Paula
Kovarsky e Diego Mendes, em nota a clientes no fim de semana, citada
pela Reuters.
O Credit Suisse rebaixou, no domingo, a recomendação para as ações da empresa para "underperform" (abaixo da média do mercado).
Exterior
O mau humor causado pela petroleira mantinha o mercado em queda apesar da divulgação durante o fim de semana de dados fortes da China, importante parceiro comercial brasileiro, cujo crescimento do setor industrial manteve-se na máxima de 18 meses em novembro.
O mau humor causado pela petroleira mantinha o mercado em queda apesar da divulgação durante o fim de semana de dados fortes da China, importante parceiro comercial brasileiro, cujo crescimento do setor industrial manteve-se na máxima de 18 meses em novembro.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial
permaneceu em 51,4 em novembro, segundo a Agência Nacional de
Estatísticas, inalterado em relação a outubro.
Já o PMI final do HSBC/Markit atingiu 50,8 em novembro de acordo com os
dados divulgados nesta segunda-feira, pouco abaixo dos 50,9 de outubro,
mas acima da leitura preliminar de 50,4.
No cenário corporativo, a mineradora Vale também recuou, assim como ações de construção e do setor elétrico.
Nova carteira do Ibovespa
Somente 10 dos 72 ativos que compõem o Ibovespa se sustentaram no azul, entre eles a ação da Klabin, que subiu 2%, de acordo com a Reuters.
Somente 10 dos 72 ativos que compõem o Ibovespa se sustentaram no azul, entre eles a ação da Klabin, que subiu 2%, de acordo com a Reuters.
Nesta sessão, a BM&FBovespa divulgou a primeira prévia da próxima
carteira teórica do Ibovespa, que vai vigorar de janeiro a abril de
2014.
As ações de BB Seguridade, Estácio Participações, Even, Qualicorp e
Ecorodovias foram incluídas na carteira. Já os papéis de B2W, as
ordinárias de Oi e Usiminas e as ações de Cteep e Vanguarda Agro não
constam da primeira prévia do índice.
A inclusão ou exclusão de uma ação na prévia aponta maior probabilidade
de que o ativo passará a integrar ou deixará a próxima carteira
definitiva do índice.
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