Com o ingresso de recursos do exterior para o pagamento do bônus do
Campo de Libra, cuja data limite foi em 27 de novembro, o fluxo de
dólares para o Brasil ficou positivo (com mais ingresso do que saída de
recursos) em US$ 2,54 bilhões no mês de novembro.
Os números do fluxo cambial foram divulgados nesta quarta-feira (4)
pelo Banco Central. Ainda segundo a autoridade monetária, este foi o
primeiro ingresso líquido de recursos desde maio deste ano, ou seja, dos
últimos seis meses.
Bônus do campo de Libra
O leilão do campo de Libra foi vencido, em 21 de outubro, pelo consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a expectativa de ingresso de dólares no país, para as empresas estrangeiras no consórcio realizarem o pagamento de sua parte no bônus, é de US$ 4 bilhões.
O leilão do campo de Libra foi vencido, em 21 de outubro, pelo consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a expectativa de ingresso de dólares no país, para as empresas estrangeiras no consórcio realizarem o pagamento de sua parte no bônus, é de US$ 4 bilhões.
De acordo com Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora, especialista no
mercado de câmbio, o ingresso do bônus do Campo de Libra "provavelmente
ocorreu entre 18 e 20" [de novembro]. Segundo ele, também houve
"entradas diversas" de Petrobras e Vale relativas à venda de ativos no
exterior.
Impacto na cotação do dólar
A entrada de recursos no país, registrada em novembro, favoreceria, em tese, a queda do dólar. Isso porque, com mais moeda norte-americana no mercado, seu preço tenderia a ficar menor. Entretanto, recentemente vem sendo registrada alta da moeda norte-americana. No fim de outubro, o dólar estava cotado em R$ 2,23, passando para R$ 2,33 no fechamento de novembro (a maior alta em seis meses).
A entrada de recursos no país, registrada em novembro, favoreceria, em tese, a queda do dólar. Isso porque, com mais moeda norte-americana no mercado, seu preço tenderia a ficar menor. Entretanto, recentemente vem sendo registrada alta da moeda norte-americana. No fim de outubro, o dólar estava cotado em R$ 2,23, passando para R$ 2,33 no fechamento de novembro (a maior alta em seis meses).
Segundo analistas, o que está pressionando dólar são as perspectivas
negativas para a economia brasileira. "O governo continuou gastando
muito e a politica fiscal, a despeito de todos os subterfúgios
aplicados, resulta deteriorada e comprometida, colocando o país em risco
de perda de rating por parte das agências especializadas, sendo pouco
crível que este cenário de desequilíbrio seja corrigido em 2014, um ano
eleitoral (...) O contexto de fluxos externos para o país não tem
cenário prospectivo favorável", avaliou Nehme, da NGO Corretora.
Acumulado do ano
Mesmo com a entrada de dólares registrada no acumulado deste mês, o saldo parcial de 2013 ainda está deficitário em dólares. Desde o início deste ano até o fim de novembro, US$ 3,41 bilhões deixaram o Brasil.
Mesmo com a entrada de dólares registrada no acumulado deste mês, o saldo parcial de 2013 ainda está deficitário em dólares. Desde o início deste ano até o fim de novembro, US$ 3,41 bilhões deixaram o Brasil.
Em igual período do ano passado, foi registrado um ingresso de US$ 23,5
bilhões no país. Com isso, o fluxo cambial teve uma reversão de US$
26,9 bilhões no acumulado de 2013.
A saída de dólares do Brasil neste ano teria sido maior, segundo operadores, se não fosse a captação da Petrobras
no mercado externo de US$ 11 bilhões feita em maio. Não há informação
exata, porém, sobre quanto desta operação foi, de fato, internalizado no
país.
Se confirmado o saldo negativo de dólares para todo este ano, será o
primeiro desde 2008 (quando o valor ficou negativo em US$ 983 milhões),
no auge da crise financeira internacional que abalou os mercados e minou
a confiança de investidores.
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