Começam a chegar nesta segunda-feira ao Brasil dirigentes da Fifa,
treinadores e funcionários das seleções classificadas para a Copa. O
presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, já
desembarcou. E todos eles vão à praia.
O destino será um complexo de hotéis de alto padrão na Costa do Sauipe,
76 km ao norte de Salvador, na Bahia, onde sexta-feira ocorre o sorteio
dos grupos do Mundial.
Será o início também dos importantes eventos pré-Copa que a Fifa
utilizará para compensar Estados ou cidades brasileiras que não tiveram
seus desejos para o torneio totalmente atendidos.
A Bahia queria o jogo de abertura da Copa. Chegou a sonhar alto quando
São Paulo ficou sem estádio, com o veto ao Morumbi e a indefinição sobre
o Itaquerão.
No final perdeu para a capital paulista porque a Fifa precisa realizar o
jogo inaugural no mesmo lugar que fará o seu Congresso anual, quando
representantes das 209 associações filiadas se deslocam de seus países.
Por questões de logística e de infraestrutura --rede hoteleira, por
exemplo--, São Paulo bateu a Bahia. Os baianos receberam como prêmio de
consolação o sorteio.
A Bahia resolveu impressionar. Não escolheu Salvador e levou o evento para a paradisíaca Costa do Sauipe e seus caros resorts.
A Previ --fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil-- investiu
R$ 14 milhões para a construção da Arena Sauipe, complexo de eventos
que receberá, depois do sorteio, shows e congressos. A Previ é a única
acionista do empreendimento.
O litoral também será o destino de membros das seleções entre 18 e 20 de
fevereiro, no segundo evento mais importante da Copa: o seminário das
equipes.
Florianópolis candidatou-se para ser cidade-sede do Mundial, mas perdeu
para Porto Alegre e Curitiba. Ganhou, então, o seminário, quando serão
tratados temas como logística e segurança.
A promessa da Fifa é que a cidade receba os 32 treinadores das seleções,
entre eles Vicente Del Bosque (Espanha) e Joachim Low (Alemanha). Por
três dias Florianópolis será a capital do futebol mundial, argumentou a
Fifa.
Outras capitais, como Maceió e Goiânia, que também perderam concorrência
para sediar algum grupo da Copa, ganharam como compensação serem bases
de seleções.
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